segunda-feira, 31 de março de 2025

UBS mantém postura seletiva sobre ações imobiliárias em meio ao crescimento

O UBS emitiu um relatório sobre o setor igobiliário, destacando o potencial para ações que buscam crescimento por meio de aquisições, demonstram forte poder de precificação e mantêm fluxos de caixa robustos.

 

A empresa tem uma visão positiva sobre companhias com pipelines rentáveis e gaps de rendimento atrativos, particularmente aquelas negociadas com descontos e que têm oportunidades para fortalecer seus balanços. Apesar de um leve aumento nos custos médios de capital, o UBS acredita que a seletividade é crucial para investidores neste ambiente.


O relatório sugere que os valores imobiliários podem se beneficiar de uma combinação de maior crescimento de aluguéis e cortes nas taxas de juros a médio prazo, com volumes crescentes de transações também desempenhando um papel de suporte.


Incorporadoras japonesas têm apresentado forte desempenho recente, levando o UBS a adotar uma postura neutra em relação a elas. Em contraste, os Fundos de Investimento Imobiliário (REITs) no Japão estão enfrentando desafios devido ao aumento gradual dos custos de juros.


Na Europa, o mercado imobiliário foi impactado por incertezas de curto prazo, mas o UBS prevê melhorias graduais. O mercado imobiliário do Reino Unido, embora relativamente barato, carece de catalisadores imediatos para impulsionar o crescimento. O UBS expressou uma visão favorável dos REITs americanos, que tiveram desempenho ligeiramente inferior devido a preocupações com recessão


Analisando o panorama internacional mais amplo, o UBS vê potencial no mercado imobiliário australiano, que poderia se beneficiar da diminuição gradual dos custos de financiamento.


No entanto, a empresa está aguardando melhorias fundamentais mais substanciais nos REITs de Singapura e Hong Kong antes de adotar uma postura mais otimista. Enquanto isso, as incorporadoras de Hong Kong podem experimentar ganhos devido à estabilização dos fundamentos na China continental.

FONTE: INVESTING.COM

sábado, 29 de março de 2025

Venda de imóveis segue em alta, Praia Grande é destaque no litoral de São Paulo.

Presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, em entrevista, traça um panorama do segmento de imóveis usados na Baixada Santista, projetando tendências para o setor. 


Como está o segmento de usados na região neste ano?

Há um movimento muito bom no Litoral. Nós fazemos uma pesquisa mês a mês na Baixada Santista e os resultados têm sido positivos. Há momentos em que temos uma determinada variação para mais ou para menos, mas o resultado consolidado é sempre crescente. É uma região de muito movimento, de uma frequência de negócios imobiliários muito grande.


Como os juros altos estão impactando o setor? 

Os juros impactam muito, principalmente no setor de imóveis usados, já que os novos têm a possibilidade de autofinanciamento, uma prática muito utilizada na região. Quem depende do financiamento enfrenta uma dificuldade, porque as taxas elevadas requerem uma renda familiar maior para ter acesso ao crédito. Boa parte dos negócios deixa de ser realizada porque a renda familiar não alcança o mínimo exigido pelos bancos para a liberação do crédito. Como a prestação mensal não pode ultrapassar 30% dessa renda, qualquer aumento na taxa de juros restringe ainda mais o acesso ao crédito, excluindo potenciais compradores e obrigando-os a permanecer no aluguel. 


A Caixa tem liberado empréstimos de forma consistente?

Os financiamentos atuais não estão tendo problemas. Eles estão saindo dentro de um prazo normal. Depende muito da regularidade da documentação apresentada na formação do processo de acesso ao financiamento. Se o documento está correto, com suas datas de validade em dia, o financiamento tem saído rápido.



Em construção no Boqueirão Direto com a Construtora

Quais cidades da Baixada Santista estão com o mercado mais aquecido no setor imobiliário? 

A movimentação do mercado imobiliário está indo bem em todo o Litoral, de Ubatuba até Peruíbe. Porém, temos como grande destaque Praia Grande. No ano passado, por exemplo, foram 48 novas construções de prédios entre 20 e 25 andares na cidade. Somente neste ano, de 2 de janeiro até 15 de março, a Prefeitura já expediu 60 alvarás para a construção de novos prédios. Santos ainda é, sem dúvidas, a ‘capital’ da região, com a maior envergadura em lançamentos, além de ter o metro quadrado mais caro e um público de maior poder aquisitivo. Depois de Santos e Praia Grande, Bertioga tem se destacado no segmento de condomínios fechados, como a Riviera de São Lourenço, que continua com uma atividade muito forte. No Litoral Sul, Mongaguá e Itanhaém também estão se destacando, mas ainda apresentam um volume de negócios menor em comparação com outras cidades. Em Guarujá, há muita expectativa em torno da construção do túnel Santos-Guarujá, mas, no momento, o município não tem grande destaque em lançamentos. 


Com o túnel Santos-Guarujá, qual é a sua expectativa para o setor de usados em Guarujá? O túnel deve, por exemplo, estimular moradores de Santos a se interessarem por Guarujá, gerando um movimento de migração ou investimento? 

Não vejo a possibilidade de uma migração de santistas para Guarujá. O mercado imobiliário lá é mais caro, e a cidade não tem tantos lançamentos de imóveis novos. Só com o túnel em funcionamento poderemos perceber o impacto real, mas acredito que, com a inauguração, o mercado imobiliário de usados possa destravar na cidade. Acredito que os imóveis menores, mais populares, podem se tornar mais acessíveis para um público local que pretende se deslocar para Guarujá. Acho que veremos uma boa evolução nesse segmento. Por outro lado, não acredito que os imóveis de padrão mais elevado terão um grande crescimento, pois a facilidade de acesso não é um fator determinante para famílias de alto poder aquisitivo, que costumam preferir locais mais reservados. Para esse público, Bertioga continuará sendo o destino mais atrativo, especialmente os loteamentos sofisticados da região da Riviera de São Lourenço, que tendem a se valorizar ainda mais. 


Quais tipos de imóveis usados têm tido maior procura? 

Em relação à demanda na região, temos dois tipos de imóveis em destaque. O primeiro é o com dois a três dormitórios, voltados para a classe média. O bom produto, em Santos, precisa ter um preço de até R$ 8.500,00 o metro quadrado. Nesse preço, o imóvel tem boa liquidez. Acima disso, a liquidez começa a ser mais demorada, pois diminui o número de pessoas com capacidade de compra. O segundo tipo, que realmente faz sucesso no Litoral inteiro e é vendido rapidamente, é o imóvel de até R$ 350 mil. Em cidades como Santos, Praia Grande e Guarujá, qualquer local com esse valor está atraindo a maior parte do público. Em determinados bairros, é possível encontrar apartamentos de três dormitórios nesse valor, em prédios mais antigos e sem elevador. Na maioria das vezes, são apartamentos de um dormitório, pequenos, ou casas geminadas.


Fonte: Atribuna

sexta-feira, 28 de março de 2025

Mercado Imobiliário: VGV sobe 23% em 12 meses, de acordo com a PMI 2025

O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2025 com números positivos, segundo o levantamento Pesquisa do Mercado Imobiliário divulgada pela Secovi-SP. Os dados refletem o desempenho das unidades residenciais lançadas e vendidas por região, além do acumulado do VGV (Valor Geral de Vendas) e do VGL (Volume Geral de Lançamentos).



Oportunidade 2 quartos Mobiliado Canto do Forte 290mil


Lançamentos residenciais por região


O total de unidades residenciais lançadas em janeiro de 2025 atingiu 383.443, um aumento de 18,5% em relação ao mesmo período de 2023. A distribuição por região foi a seguinte:


Nordeste: 55.398 unidades (+17,9%)


Centro-Oeste: 24.211 unidades (+16,5%)


Sul: 67.324 unidades (+21,8%)


Sudeste: 236.510 unidades (+18,4%)


O Sudeste liderou o volume de lançamentos, enquanto o Sul teve o maior crescimento percentual.


Vendas residenciais por região


No quesito unidades residenciais vendidas, o total registrado foi de 331.359, um crescimento de 20,9% em relação a 2023. A distribuição das vendas por região foi a seguinte:


Nordeste: 51.028 unidades (+21,9%)


Centro-Oeste: 20.744 unidades (+17,9%)


Sul: 61.682 unidades (+21,9%)


Sudeste: 197.905 unidades (+20,4%)


O Sudeste novamente dominou em volume de vendas, com o Sul registrando o maior aumento percentual.


Indicadores Financeiros: VGL e VGV


Os indicadores financeiros do mercado imobiliário apresentaram um crescimento expressivo:


VGL (Volume Geral de Lançamentos):


2023: R$ 192,7 bilhões


2024: R$ 236,6 bilhões (+21%)


VGV (Valor Geral de Vendas):


2023: R$ 186,9 bilhões


2024: R$ 229,2 bilhões (+23%)


Esses números indicam um forte dinamismo no setor, impulsionado por fatores como melhores condições de financiamento e aumento da demanda por habitação.


Tendências e Expectativas


A análise dos últimos 12 meses aponta um crescimento contínuo nos lançamentos e vendas, acompanhados por uma evolução na oferta final de imóveis. O número total de unidades ofertadas no mês foi de 417.204, indicando um mercado aquecido e com boas perspectivas para os próximos meses.


O desempenho positivo reforça a importância do setor imobiliário na economia brasileira e sinaliza um 2025 promissor para investidores, incorporadoras e compradores.

Fonte: Abecip

quinta-feira, 27 de março de 2025

Força do Mercado Imobiliário: Vendas de novos imóveis atingiram maior patamar em 10 anos em 2024

Brasil teve 186,5 mil unidades vendidas no ano passado, aumento de 11,8% em relação a 2023


As vendas de novos imóveis subiram 11,8% em 2024, chegando a 186,5 mil unidades, atingindo o maior volume já registrado na série histórica da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). A entidade acompanha os números do setor desde 2014.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (11), o total de imóveis residenciais lançados no ano passado aumentou 21,9%, indo para 150,2 mil unidades.

Dentro do programa Minha Casa Minha Vida, o volume de lançamentos e vendas de imóveis cresceu 25,2% e 13,1%, respectivamente, no ano passado, dada à "boa formatação do programa", afirmou a Abrainc.

Nos segmentos de médio e alto padrões, os lançamentos subiram 21,4% em 2024, enquanto as vendas tiveram variação levemente positiva de 1,3%.

A Abrainc também destacou queda na duração da oferta de imóveis —período médio para acabar o estoque, com a do segmento de médio e alto padrões chegando a 13 meses em dezembro de 2024. Em 2023, o intervalo era de 18,4 meses, enquanto em 2022 foi de 18,2 meses.

Já no segmento MCMV, o período médio para acabar o estoque caiu para 9,8 meses no último mês do ano passado, de 11,5 em 2023 e 11,7 em 2022.

O levantamento é realizado com 20 empresas associadas à entidade em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

FONTE: FOLHA DE S.PAULO






terça-feira, 25 de março de 2025

Banco não responde por dívida de IPTU de imóvel financiado

Todos os processos sobre o tema em segunda instância e no STJ estavam suspensos até o julgamento pela 1ª Seção



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que banco ou incorporadora não devem responder por dívida do IPTU de imóvel financiado, por meio de alienação fiduciária. A questão foi definida ontem pelos ministros da 1ª Seção, no julgamento de recursos repetitivos - a tese agora deve ser seguida pelas instâncias inferiores do Judiciário.


A alienação fiduciária consiste na transferência temporária de um bem ao credor, como garantia de pagamento de uma dívida. A modalidade de financiamento é aplicada normalmente a imóveis e veículos automotores.


Todos os processos em segunda instância e no STJ estavam suspensos até o julgamento da questão pela 1ª Seção. No julgamento, por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento do relator, ministro Teodoro Silva Santos (Tema 1158 - REsp 1949182, entre outros).


Lançamento Guilhermina em Praia Grande


De acordo com ele, o credor fiduciário não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU, uma vez que não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas no artigo 34 do Código Tributário Nacional (CTN). O dispositivo determina que o contribuinte do IPTU é “o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título”.


Para o relator, essa previsão não abrange a “posse precária da coisa”, que é o caso da instituição financeira na alienação fiduciária. “A razão do comando normativo, que nega a sujeição passiva do credor fiduciário ao recolhimento do imposto predial, decorre justamente da ausência de posse qualificada pelo animus domini [intenção de ser dono], elemento subjetivo essencial para o reconhecimento da posse passível de tributação”, disse o ministro em seu voto.


Olivar Vitale, sócio do escritório VBD Advogados, destaca que a decisão da 1ª Seção foi acertada, por confirmar uma interpretação literal do dispositivo do Código Tributário Nacional. “Não se pode cobrar o IPTU do banco se ele não tinha como efetuar o pagamento, por não ter o exercício da posse do imóvel”, afirma o advogado.


Uma decisão que responsabilizasse os bancos pelo IPTU teria impacto direto no mercado imobiliário e poderia encarecer o custo do crédito, avalia Leonardo Andrade, sócio do escritório ALS Advogados. “Os bancos teriam de financiar não apenas o preço de aquisição do bem, mas também o imposto que incide sobre ele durante todo o prazo do financiamento”, diz.


Para o advogado, a decisão beneficia não só os bancos, mas também os tomadores de crédito imobiliário. “Os municípios, por outro lado, continuarão podendo exigir o imposto diretamente dos devedores fiduciantes”, acrescenta.


Kelly Durazzo, sócia do escritório Durazzo & Medeiros Advogados, acredita que a solução da questão pelo STJ traz segurança jurídica. “Fica claro que enquanto a posse direta estiver no nome do devedor fiduciante [comprador do imóvel], é ele quem deverá pagar o IPTU, conforme já era previsto na Lei da Alienação Fiduciária [Lei nº 9.514/1997]”, afirma a especialista.


O impacto da decisão para bancos e incorporadoras é milionário, mas o problema se concentra em São Paulo, segundo especialistas. O Tribunal de Justiça do Estado (TJSP) tinha tendência de aceitar o direcionamento da cobrança de IPTU para os bancos. Em outras capitais, como Belo Horizonte e Florianópolis, só havia cobrança depois que o imóvel fosse transferido para a instituição financeira.


Quando o recurso foi afetado como repetitivo, em pesquisa à jurisprudência da Corte, foram encontrados dez acórdãos e 720 decisões monocráticas proferidas por ministros da 1ª e da 2ª Turmas contendo controvérsia semelhante à dos autos.


A solução da questão é definitiva, uma vez que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, em 2021, que “é infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia relativa à legitimidade passiva do credor fiduciário para figurar em execução fiscal de IPTU incidente sobre imóvel objeto de alienação fiduciária” (RE 1320059).

segunda-feira, 24 de março de 2025

São Paulo tem o aluguel mais caro do Brasil: veja ranking

 A capital paulista registra preço médio de R$ 57,59 por metro quadrado, e lidera o ranking entre as capitais brasileiras.


São Paulo tem o aluguel mais caro do Brasil: veja ranking (Space Money)A capital paulista registra preço médio de R$ 57,59 por metro quadrado, e lidera o ranking entre as capitais brasileiras.


O custo de moradia em São Paulo continua a subir, consolidando a cidade como a capital com o aluguel mais caro do Brasil. A fim de entender esse fenômeno, o Índice FipeZAP, que monitora os preços de locação no país, apontou que o valor médio do metro quadrado na capital paulista atingiu R$ 57,59 em dezembro de 2024. Como resultado, um imóvel de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 2.879 por mês.


Ao mesmo tempo, esse aumento reflete a forte demanda por habitação na cidade, impulsionada pelo mercado imobiliário aquecido e pela busca por moradia em regiões mais centrais. Ainda assim, especialistas alertam para os desafios enfrentados por inquilinos diante da escalada nos preços.


Ranking das capitais com aluguéis mais caros


A fim de contextualizar os valores praticados em São Paulo, é importante analisar outras capitais que também registraram altos preços de locação. De acordo com o levantamento, além da capital paulista, as cidades com os aluguéis mais caros foram:


Florianópolis: R$ 54,97;


Recife: R$ 54,95;


São Luís: R$ 52,09;


Belém: R$ 51,83;


Maceió: R$ 51,51;


Rio de Janeiro: R$ 48,81;


Manaus: R$ 48,22;


Brasília: R$ 46,80;


Salvador: R$ 44,22.


Por outro lado, algumas capitais ainda mantêm valores mais acessíveis. Como se vê, os menores preços médios foram registrados em:


Aracaju: R$ 24,90;


Teresina: R$ 22,49.


Apesar de o mercado imobiliário estar aquecido em diversas regiões do país, São Paulo se destaca, acima de tudo, pela valorização intensa dos imóveis para locação.


Fatores que impulsionam o aumento do aluguel


O preço elevado dos aluguéis em São Paulo pode ser atribuído a diversos fatores. Antes que se tente compreender essa dinâmica, é essencial analisar os principais aspectos que influenciam os valores.


Alta demanda por imóveis nas áreas centrais


A cidade concentra grandes oportunidades de emprego, o que leva muitos trabalhadores a procurarem moradia próxima ao trabalho.


Infraestrutura e serviços

Aluguel 2 suites Canto do Forte

A capital paulista possui uma infraestrutura completa, com transporte público, comércio variado e lazer, o que valoriza os imóveis.


Baixa oferta de habitação acessível


Ainda que existam programas de incentivo à moradia, a oferta de imóveis a preços acessíveis é insuficiente.


Inflação e reajustes de contratos


De acordo com especialistas, os contratos de aluguel são reajustados anualmente, muitas vezes acima da inflação, o que contribui para os aumentos sucessivos.


Além disso, os imóveis mais próximos de centros financeiros e áreas nobres tendem a ter preços ainda mais elevados. Como resultado, muitas famílias precisam buscar moradia em bairros mais afastados.


Variação anual dos aluguéis


O Índice FipeZAP registrou uma valorização acumulada de 13,50% nos aluguéis residenciais em 2024. Apesar disso, a alta representa uma desaceleração em relação aos anos anteriores, quando os aumentos foram de 16,55% em 2022 e 16,16% em 2023.


Ainda que o crescimento seja menor, o custo do aluguel continua superando outros indicadores econômicos. Para ilustrar, o aumento do preço médio dos aluguéis foi superior à inflação medida pelo IPCA/IBGE (+4,83%) e pelo IGP-M/FGV (+6,54%). Assim sendo, alugar um imóvel em São Paulo tornou-se ainda mais caro em relação a outros gastos do dia a dia.


Impactos no custo de vida e perspectivas futuras


Com o intuito de equilibrar as finanças, muitos inquilinos passaram a dividir apartamentos ou buscar alternativas mais econômicas. Apesar disso, a pressão dos preços continua sendo um desafio para quem deseja morar na capital paulista.


Ainda que existam políticas públicas voltadas para habitação, como a Casa Verde e Amarela, elas não são suficientes para suprir a demanda. Assim também, especialistas defendem a necessidade de incentivos para aumentar a oferta de moradias populares e regular o reajuste dos contratos de locação.


De acordo com as projeções do mercado imobiliário, os preços podem continuar subindo, ainda que de forma mais lenta. A menos que haja uma desaceleração na demanda ou novas regulamentações, a tendência é que o aluguel em São Paulo siga entre os mais altos do Brasil.


Dessa forma, a cidade segue sendo um dos mercados mais disputados para locação, exigindo planejamento financeiro por parte dos moradores e inquilinos.


FONTE: SPACE MONEY

sexta-feira, 21 de março de 2025

Governo anuncia nova faixa de renda para o Minha Casa Minha Vida


O governo federal está avaliando a criação de uma nova faixa no programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida), visando atender famílias da classe média com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, grupo que antes não era contemplado pelo programa.


O que aconteceu


Atualmente, o MCMV atende famílias com renda de até R$ 8 mil. A proposta do governo é atender famílias da classe média com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Essa nova faixa atende a classe média, que enfrenta dificuldade de conseguir um financiamento diante de um cenário de escassez de recursos da poupança, tradicional fonte de financiamento imobiliário.


Taxa de juros mais baixa. Para o novo público, a proposta do governo é oferecer uma taxa de juros aproximada de 8% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), o que representa um valor ligeiramente superior ao praticado na Faixa 3, mas inferior ao cobrado pelos bancos, que cobram, em média, 12% ao ano. Além disso, os cotistas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) terão um desconto no valor do financiamento, medida já adotada nas faixas anteriores.


Fonte de recursos


Recursos devem vir do pré-sal. Para garantir a viabilidade da nova faixa sem comprometer os recursos do FGTS, o governo sugeriu o direcionamento de R$ 14,3 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para sustentar as faixas 2 e 3 do MCMV, além de criar a Faixa 4. Essa proposta foi formalizada em um ofício enviado ao relator do Orçamento, com a solicitação de remanejamento de R$ 15 bilhões das receitas do Fundo Social para financiar o programa habitacional.


Medida não tem impacto nas regras fiscais. Essa movimentação caracteriza-se como uma despesa financeira, sem impacto nas regras fiscais, como o limite de despesas do arcabouço fiscal ou a meta de resultado primário.


O objetivo é aliviar a pressão sobre o FGTS. Assim, garantindo recursos suficientes para a nova faixa do programa, sem prejudicar a sustentabilidade financeira do fundo, que está sendo pressionado pelo saque-aniversário e outras obrigações financeiras.


Impacto do saque aniversário no FGTS. O economista Paulo Gala, da FGV-SP, explicou que a liberação de recursos para trabalhadores demitidos comprometeu cerca de R$ 30 bilhões do FGTS. Atualmente, o fundo tem aproximadamente R$ 400 bilhões disponíveis para atender a diversos programas.


Medida atende a classe média e garante a continuidade do programa. A medida busca desonerar o fundo, evitando uma escassez de recursos, o que garantiria a continuidade de projetos como o MCMV. No ano passado, a Caixa Econômica Federal, principal operador de crédito imobiliário do país, teve que endurecer as regras de crédito devido ao risco de insuficiência de recursos.


Contexto político e fiscal


Popularidade de Lula em baixa. A aceleração dessa medida ocorre em um momento delicado para o governo, com a popularidade de Lula em queda e seu índice de aprovação no menor patamar desde o início de seu mandato. Paralelamente, a diminuição dos recursos da poupança, uma fonte tradicional de financiamento para a classe média, representa um desafio adicional para a implementação dessa nova faixa. O economista Paulo Gala ainda afirmou que a medida, que visa beneficiar a classe média, pouco beneficiada pelos programas sociais do governo, pode ajudar a promover a popularidade do governo.


De olho no voto da classe média. Para Josimar Cordenonssi, professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ampliação do programa para incluir a classe média tem um impacto político significativo. "Ao incluir a classe média, que tradicionalmente não vota em Lula, o governo busca conquistar esse eleitorado, que, na última eleição, se alinhou mais com Bolsonaro", afirma.


Medida anunciada hoje sobre IR também tem a classe média em foco. Ele ainda destaca que outras medidas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, também são parte desse esforço para atrair a classe média. "A classe de renda mais baixa já tem uma afinidade natural com Lula. O desafio agora é ganhar o apoio da classe média", conclui.


Como funciona o Minha Casa, Minha Vida


Casa Canto do Forte Minha Casa Minha Vida


Atualmente, o programa funciona da seguinte forma:


Faixa 1: Renda familiar de até R$ 2.850,00, com subsídio de até 95% do valor do imóvel.


Faixa 2: Renda familiar entre R$ 2.850,01 até R$ 4.700,00 com subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos.


Faixa 3: Renda familiar de R$ 4.400,01 a R$ 8.000,00, sem subsídios, mas com condições de financiamento facilitadas.


Faixa 4 deve atender famílias com renda de R$ 8 mil a R$ 12 mil. A nova proposta visa expandir o acesso à moradia, atendendo agora também famílias com renda superior a R$ 8 mil, mas que ainda encontram dificuldades para adquirir imóveis no mercado convencional.


Valores dos imóveis. Atualmente, na Faixa 3 do programa, o teto para o valor do imóvel é de R$ 350 mil. Para a nova faixa, o limite pode ser ajustado para algo entre R$ 400 mil e R$ 450 mil, embora haja discussões sobre valores maiores. Além disso, há um debate sobre permitir a compra de imóveis usados nesta nova modalidade.


O governo também está considerando a criação de uma linha de crédito para reformas residenciais. Em evento na última sexta-feira, o presidente Lula afirmou que o governo ajudará quem deseja realizar melhorias na casa, como a construção de "um puxadinho, um banheiro, um quartinho a mais para a filha ou alguma coisa na garagem".


Sem orçamento definido ainda. Ainda não se sabe se a linha de crédito para reformas virá dos mesmos R$ 15 bilhões repassados ao programa pelo Fundo Social ou se o orçamento será complementado com recursos adicionais


Fonte: Uol

quinta-feira, 20 de março de 2025

Apartamento em prédio residencial mais alto do mundo em BC pode custar até R$ 222 mil o m²

Unidades chegam a R$ 200 milhões no edifício Senna Tower, em Santa Catarina; cada tríplex terá 903 m²

O arranha-céu de 500 metros de altura anunciado para ser o mais alto residencial do mundo em Balneário Camboriú (SC) terá apartamentos sendo vendidos por R$ 200 milhões, o que representa uma cifra de R$ 222 mil o metro quadrado.


A informação é da própria construtora à frente da obra, a FG. "No Senna Tower, as unidades podem chegar a R$ 200 milhões. No total, serão 228", disse a companhia em nota.


A FG não detalha qual apartamento custaria esse preço, mas a reportagem apurou entre corretores de imóveis que o valor é para um tríplex. O lançamento da obra será em maio.


O prédio vai ter duas unidades de três andares, localizadas no alto do edifício, mas abaixo dos pêndulos de mil toneladas que serão usados para amenizar a força dos ventos. Cada tríplex terá 903 m² e, com isso, o preço do metro quadrado vai ficar em R$ 222 mil.


Para bolsos mais "modestos", o prédio dispõe de outros apartamentos a partir de R$ 25 milhões.


O Senna Tower será construído com investimentos da FG em parceria com a Família Hang —do dono da varejista Havan, Luciano Hang. O projeto foi desenvolvido pela construtora junto com a marca Senna, do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.


As unidades de R$ 200 milhões ainda não estão sendo negociadas no mercado imobiliário. Segundo o corretor de imóveis Diego Wantowsky, esses apartamentos estão "congelados" pela construtora: não é possível fazer reserva por ora, nem há preço definido.


Na cidade, especula-se como vai ocorrer a venda desses dois imóveis. Wantowsky acredita que podem ser leiloados, o que é incomum no Brasil para imóveis nessa faixa de preço, mas rotineiro em países como os Estados Unidos.


Em São Paulo, o tríplex da apresentadora Luciana Gimenez foi colocado a leilão em fevereiro deste ano. É o primeiro imóvel brasileiro a ser negociado nesses moldes pela renomada casa Sotheby's nos Estados Unidos.


No mercado há seis anos, o tríplex tinha lance inicial previsto no valor de US$ 4 milhões (cerca de R$ 22,8 milhões).


Integrantes do setor não descartam que o comprador de uma dessas unidades venha a ser estrangeiro. Na conversão, uma unidade de R$ 200 milhões ficaria 31,6 milhões de euros ou US$ 34,4 milhões. Wantowsky vê forte interesse de compradores do Oriente Médio na região de Balneário Camboriú.


Mas há quem acredite que o futuro proprietário possa ser brasileiro. É o caso do corretor de imóveis Guilherme Pilger, que atua há mais de uma década na "Dubai brasileira".

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"Temos clientes aqui no Brasil com esse perfil. Aqui para Balneário, nós já negociamos um imóvel no valor de R$ 45 milhões. R$ 200 milhões é muito acima, seria cinco vezes mais. Não é uma venda fácil, tem que ter os contatos", diz. Segundo o corretor, R$ 222 mil para o metro quadrado seria algo inédito para a cidade.


Balneário Camboriú tem hoje o metro quadrado mais caro do país, segundo o FipeZap. Em fevereiro deste ano, o preço médio na cidade ficou em R$ 14.206, à frente de São Paulo (R$ 11.472) e Rio de Janeiro (R$ 10.379).


Os preços altos na cidade —e no Senna Tower— não parecem afugentar compradores. Os dois corretores de imóveis ouvidos pela reportagem afirmam que há clientes de olho em apartamentos no maior residencial do mundo.


Pilger, por exemplo, diz ter dois: um interessado num imóvel de R$ 45 milhões e outro, no de R$ 30 milhões. Wantowsky explica que seu comprador é ligado ao agronegócio, morador do Centro-Oeste e que se interessou pelo imóvel por ser fã de Ayrton Senna. Na mira dele está um imóvel na casa dos R$ 27 milhões.


O empreendimento, segundo Wantowsky, é "sucesso em vendas". Exemplo disso é o interesse pelas "mansões suspensas", unidades localizadas nos primeiros andares, que vão ter piscina, área externa e elevadores para os carros estacionarem na "porta" de casa. Das 18 mansões suspensas, 15 já teriam sido "reservadas". Esses apartamentos vão ter entre 420 m² e 563 m², conforme a construtora.


"Como o Senna Tower é o maior do mundo, são bastantes unidades, mas ao mesmo tempo são poucas. O cliente não está falando de preço, mas do que o edifício pode proporcionar", diz Wantowsky.



Fonte: Folha de São Paulo 

quarta-feira, 19 de março de 2025

Qual é a cidade mais rentável do Brasil para ter um imóvel alugado?

Cidade mais rentável não é aquela com os aluguéis mais altos; Especialistas explicam.

Se você pensa em comprar um imóvel para viver da renda do aluguel, saiba que a rentabilidade média deste tipo de investimento no Brasil é de 5,84% ao ano. De acordo com o Índice FipeZAP, divulgado hoje pelo DataZAP, o valor representa uma queda de 0,02% em relação ao mês passado, apesar da alta de 1,07% no preço do aluguel residencial. 

O rental yield é calculado pela razão entre o preço médio de locação e o preço pago para comprar um imóvel imóvel. A medida é utilizada por investidores para analisar o quão rentável é este tipo de investimento. 

Imagine, por exemplo, que um apartamento avaliado em R$ 500 mil foi alugado por R$ 5 mil reais mensais. O rendimento total dele depois de um ano será de R$ 60 mil. Ao dividir o valor recebido pelo custo total do imóvel, chega-se a 0,12. Portanto, o rental yield deste imóvel é 12%.

A rentabilidade, porém, pode sofrer fortes variações por cidade e por bairros dentro de uma mesma cidade. “Para realizar este investimento, é importante se informar sobre o mercado de interesse”, orienta Paula Reis, economista do DataZAP. “Deve-se olhar para a rentabilidade na cidade e no bairro onde a propriedade está localizada”. 

“Imóveis são ativos de baixo risco, porém de baixa liquidez e com longo prazo de retorno. Deve-se considerar também que a locação tem custos inerentes como condomínio e manutenção”, orienta. 

Cidades mais rentáveis


Aluguel Canto do Forte em Praia Grande

Ainda que o cenário não seja tão positivo, algumas cidades se destacam com rentabilidades superiores à média nacional. De acordo com o Índice, os maiores retornos foram identificados em Belém (8,41% a.a.), Manaus (8,39% a.a.) e Recife (8,12% a.a.). 

Além delas, São Luís (8,01% a.a.), Natal (7,71% a.a.), Cuiabá (7,52% a.a.), Salvador (7,45% a.a.) e Campo Grande (7,26% a.a.) aparecem na lista com a rentabilidade em alta. “São cidades que possuem um preço de venda por metro quadrado relativamente baixo e o preço de locação alto”, justifica Reis. 

Aluguel mais caro

Em contraste a rentabilidade dando sinais de estabilidade, o preço de locação está subindo. Nos últimos 12 meses, o segmento residencial apurou uma valorização de 15,19% no preço do aluguel. A valorização está bem acima do acumulado pelo IPCA/IBGE (+3,93%) e pelo IGP-M/FGV (-4,26%).

A valorização no último mês é impulsionada principalmente por cidades como Aracaju (+6,06%), Salvador (+5,45%) e Campo Grande (+5,25%).

A valorização dos aluguéis em Salvador, Campo Grande e Porto Alegre pode ser atribuída a uma combinação de fatores econômicos e de demanda, explica Reis. “O crescimento da economia local, a recuperação do mercado de trabalho e o aumento da busca por imóveis para locação têm impulsionado os preços”, indica.

“Em Salvador, por exemplo, no final do quarto trimestre de 2024, a taxa de desemprego era de 9,7%, enquanto que no mesmo trimestre de 2023, ela era de 14,1%. O número de ocupados aumentou e isso significa que há mais pessoas com renda e capacidade de absorver os repasses de preço pedidos pelos proprietários”, indica.

Por outro lado, as cidades mais caras para quem vive de aluguel, segundo o Índice, são Santos (SP), São Paulo (SP) e Florianópolis (SC), onde o preço do metro quadrado é superior a R$ 50.

Interesse por apartamentos menores

Seguindo uma tendência consolidada pelos apartamentos compactos, nos últimos 12 meses, os imóveis com um dormitório se valorizaram bem mais do que a média. A alta de 18,22% no preço de locação desta tipologia se traduz em uma rentabilidade de 6,5%, o que ajuda a explicar o interesse dos investidores pelos estúdios e microapartamentos. 

“Geralmente, esses imóveis se localizam nas melhores áreas da cidade, que são justamente onde há maior demanda por moradias”, contextualiza a economista. “Outros fatores são acessibilidade financeira e perfil diversificado dos inquilinos, como estudantes e profissionais jovens. Isso resulta em maior rotatividade e ocupação, valorizando o aluguel”, entende Reis.

Em contrapartida, as unidades de quatro ou mais dormitórios registraram uma valorização de 11,45%. A rentabilidade deste tipo de apartamento é de apenas 4,49%, abaixo da média. “Imóveis maiores têm demanda mais restrita, voltada a famílias e grupos com maior poder aquisitivo, o que reduz a agilidade no aluguel”, finaliza a economista.

Fonte: Abecip





terça-feira, 18 de março de 2025

Notícias


OPINIÃO: O novo perfil das famílias brasileiras e seu impacto no mercado imobiliário (Estadão Imóveis)


O mercado imobiliário brasileiro passa por uma nova fase de transformação, impulsionada por mudanças na estrutura familiar e nos hábitos de moradia


O mercado imobiliário brasileiro passa por uma nova fase de transformação, impulsionada por mudanças na estrutura familiar e nos hábitos de moradia. O número médio de moradores por residência no Brasil caiu de 3 para 2,8 nos últimos anos, segundo dados do IBGE. Esse fenômeno é reflexo do crescimento das famílias unipessoais, que aumentaram 38% entre 2018 e 2023.

Tal mudança demográfica, combinada com desafios econômicos, têm remodelado o setor e influenciado diretamente as estratégias das incorporadoras e o comportamento dos consumidores. Dados recentes indicam que as famílias estão menores, o que tem elevado a demanda por imóveis compactos, tanto para compra quanto para aluguel. 

Jovens adultos que priorizam independência, casais sem filhos e idosos que preferem morar sozinhos são alguns dos perfis que mais impulsionam esse movimento. Paralelamente, o tamanho médio dos imóveis financiados também tem diminuído: entre 2018 e 2024, a metragem total caiu 12,75%, enquanto a área privativa teve uma redução de 6%.

O mercado imobiliário já vem reagindo a essas mudanças. Incorporadoras têm lançado projetos com metragens menores e otimizando o espaço. Unidades de até 40 m² ganharam mais representatividade nos financiamentos nos últimos anos, atendendo à crescente demanda por praticidade, menor custo e localização privilegiada.

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A Caixa Econômica Federal registrou um aumento na concessão de crédito para imóveis compactos. Em 2019, apenas 5,8% dos contratos de financiamento eram para imóveis de até 40 m²; em 2024, esse percentual subiu para 10,83%, demonstrando o impacto real dessa mudança de comportamento.

Além disso, a busca pelo menor custo de manutenção e localização estratégica também influencia a decisão por microapartamentos e estúdios. Entretanto, o mercado locatício brasileiro, que já apresenta uma tendência de crescimento de longo prazo, também se beneficia do cenário.

A vantagem do cenário recai sobre os aluguéis, pois imóveis menores são mais acessíveis e, em muitos casos, permitem que os inquilinos mantenham o padrão de localização e infraestrutura sem comprometer tanto o orçamento. Esse é um fator essencial diante do atual cenário econômico, marcado por juros elevados, custo de vida crescente e dificuldades no financiamento imobiliário.

🔑Apto 1 quarto 62m² 

Além disso, o crescimento do aluguel também é impulsionado pela digitalização do setor. Novas tecnologias e modelos de garantia locatícia têm reduzido drasticamente a burocracia, tornando o aluguel uma alternativa ainda mais conveniente e ágil para os novos perfis familiares. 

Sendo assim, o mercado imobiliário brasileiro está evoluindo para acompanhar as novas configurações das famílias e os desafios econômicos atuais.O aumento da procura por imóveis menores e alugados não é apenas uma tendência, mas uma resposta direta às transformações sociais e financeiras do país. 

Se antes a compra de um imóvel maior era vista como uma meta padrão, hoje a flexibilidade, a mobilidade urbana e a viabilidade financeira são fatores centrais na tomada de decisão. A adaptação do setor a essa nova realidade será essencial para atender às necessidades da sociedade nos próximos anos.

fonte: abecip

Financiamento imobiliário soma R$ 38,3 bi e avança 16% no Brasil no 1º trimestre de 2025

Com um volume de R$ 38,3 bilhões em recursos liberados, o financiamento imobiliário avançou 16,2% em comparação com igual período do ano pas...