Programa vai permitir o financiamento de imóveis de até R$ 500 mil, por quem ganha até R$ 12 mil por mês.
O governo federal confirmou nessa quinta-feira (3) a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida. A medida pretende facilitar a compra de imóveis pela classe média e ainda pode impulsionar algumas das construtoras listadas na B3.
O grupo de ações do mercado imobiliário que compõem o IMOB – índice da B3 que acompanha os papéis de companhias como Even e Gafisa –, começou o ano de 2025 liderando o ranking das aplicações mais rentáveis. O índice anotou uma valorização de 11,23% em janeiro de 2025. Nos últimos 12 meses a valorização do índice é de 19,53%.
🏠O Minha Casa, Minha Vida permitia o financiamento de imóveis de até R$ 350 mil por famílias com renda mensal de até R$ 8 mil. Contudo, teve seus limites elevados para viabilizar a compra de imóveis de até R$ 500 mil por quem ganha até R$ 12 mil por mês.
A mudança marca a criação da "Faixa 4" do programa e foi confirmada durante evento que marcou os dois primeiros anos do governo Lula (PT).
"Estamos reforçando o Minha Casa, Minha Vida, para que ele possa atender a mais brasileiros. Agora a classe média também vai ser beneficiada", afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho.
💲 Segundo o governo, imóveis de até R$ 500 mil poderão ser financiados em até 420 meses pelo Minha Casa, Minha Vida. E os juros serão de 10,50% ao ano. A expectativa é de que mais de 120 mil famílias sejam beneficiadas pela medida.
Considerando as demais faixas do Minha Casa, Minha Vida, o governo Lula espera entregar até 2,5 milhões de casas pelo programa até 2026.
Construtoras
A ampliação dos limites do Minha Casa, Minha Vida pode aquecer o mercado imobiliário e, assim, beneficiar construtoras listadas na B3.
📈 Na avaliação de analistas, Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) devem ser as mais beneficiadas pela criação da faixa 4 do programa.
Em relatório recente, a XP explicou que essas construtoras têm uma melhor acessibilidade ao segmento de classe média e poderiam incluir todo os seus portfólios de empreendimentos no programa a partir dessa mudança.
"Acreditamos que isso poderá melhorar o desempenho de lançamentos no curto prazo e fortalecer as perspectivas de crescimento de ambas as empresas", avaliou a XP.
O BTG Pactual reforçou que "esta é uma notícia positiva para o setor".
"As empresas poderão aumentar muito os lançamentos (nesta nova faixa) e/ou aumentar os preços de venda de casas no segmento (já que a acessibilidade melhorará muito). Isso é particularmente positivo para Cury e Direcional, que já têm pedaços relevantes de suas operações na nova faixa 'Faixa 4' do MCMV", disse o BTG Pactual.
Fonte: Investidor10

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